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Mostrando postagens com o rótulo Francisco Weyl

Reencarnação fecha ciclo triádico de Ana Tinoco e Francisco Weyl

RE - em - carne - À - (n)AÇÃO  (Dedicado à Casa de Mina Vodun Rainha Babasueira de Cabocla Herondina e Rosinha Malandra) REENCARNAÇÃO é a terceira parte da Trilogia EXERCITO.Ogum, que homenageia ao Orixá OGUM, com o referencial das artes populares e de Terreiros, via obras de arte, objetos, instalação, performance, vídeo, e interferências poesóficas. A Trilogia é composta dos seguintes momentos:  CONTEMPLAÇÃO / INCORPORAÇÃO / REENCARNAÇÃO  Com -TEMP (l) O/Ação - Contemplar o Templo da Arte no Tempo da Ação; e:  INCORPORAÇÃO: Em-CORPO (cor/por/compor) / Ação: Des-compor a cor da arte no corpo da Ação Diferentemente das duas partes anteriores, esta última mantém o conceito da palavra original:  RE - em - carne - À - (n)AÇÃO Mais que palavra, o sufixo AÇÃO alinha o ciclo triádico que ora se encerra, e o faz renascer, das cinzas, sintetizadas nas imagens-registro do objeto-vídeo, revestido de um sentido que não tem, razão pela qual esta Trilogia (...

Pequenas coisas (Carpinteiro de Poesia)

Há (pequenas) coisas que eu realizo e outras que eu desejo realizar. Essas coisas, juntas, são (pequenas) coisas. São (pequenas) coisas que eu escolho, (pequenas) coisas pelas quais eu sou o escolhido. Eu e essas (pequenas) coisas, realizado(a)s e desejado(a)s, somamo-nos à complexidade de outras (pequenas) coisas, à nossa revelia. Estas (pequenas) coisas, realizadas e desejadas, pertencem-me, pertencendo também ao universo. São (pequenas) coisas de infinita grandeza, universais, em convulsões nas (pequenas) coisas que eu realizo e desejo. Essas (pequenas) coisas, somadas ao meu desconhecimento e à minha ignorância, gritam, grunhem, falam, e, finalmente, calam. No silêncio, na paz das (pequenas) coisas, silenciosas, no mistério das (pequenas) coisas, interiores, na sacralidade da natureza, oculta-se o ser que eu sou. Este ser, estando oculto, não se consegue esconder. Desvelo-se-me, no que eu sou, em ...

Estéticas de Guerrilha na Amazônia

Os fenômenos culturais não sucedem por decreto ou por vontade de indivíduos.   Eles resultam de lutas históricas e se processam de forma dialética, dinâmica, no interior das sociedades, no imaginário, nas práxis e nas relações entre nações, grupos e indivíduos. E a História, portanto, não se constrói com narrativas, mas com interpretações, a partir de vivências, ações concretas, reais, também subjetivas, e até mesmo aleatórias, enquanto que o ato de falar em si, ele se faz a partir da experiência, e não pode resultar em conclusão, mas em processos, que disparam, interferem, e referenciam desejos e potências de novas histórias, memórias, tradições. Os amazônidas, sabemos muito bem o quanto é sacrificante afirmar e preservar as nossas tradições, contra discursos e práticas pressupostamente híbridos, mas que, por trás das máscaras desta contemporaneidade, utilizam-se das publicidades e dos apoios empresariais e governamentais para piratear e institucionalizar – silenciar – as prod...

A poesia do Sarau da Lua Minguante está de volta

O novo formato do Sarau da Lua Minguante, é virtual, através de leituras poéticas pela página do SARAU no Facebook, todos os meses, em noites de LUA MINGUANTE. Além disso, o SARAU tem espaço mensal na Rádio WEB Idade Mídia, que replica, no mês seguinte, o SARAU do mês anterior, O projeto reuniu dezenas de poetas em Bragança do Pará, entre 2015 e 2017, tendo realizado cortejos poéticos pelas ruas do Município, que fica no Nordeste do Estado, há cerca de 2h30 da capital Belém. Um destes cortejos, inclusive, foi transformado em documentário, que pode ser visualizado neste canal, no Youtube. Sem dúvida, estes noos formatos são uma forma de recordar as nossas sessões presenciais, de Bragança do Pará, onde os poetas se reuiam para ler e ouvir poemas e comungar da poesia que habita os corações humanos. Interessados em participar, podem enviar poemas para carpinteirodepoesia@gmail.com. Além de declamados online, os textos também são publicados na página do Sarau da Lua Minguante. Neste p...

Sarau da Lua Minguante leva poesia para a Idade Mídia

O Sarau da Lua Minguante estreia na Idade Mídia WEB, a partir deste mês de Maio. Com um modo diferente de pensar e fazer rádio na Amazônia, a Idade Mídia vai transmitir o programa uma vez por mês, sempre nas luas minguantes. A estreia acontecerá no dia 26 de Maio, o programa dura uma hora. Produzido e apresentado pelo autodenominado Carpinteiro de Poesia Francisco Weyl, o Sarau é produzido na cidade do Porto, em Portugal. O projeto tem quatro anos, começou em 2015, em Bragança do Pará, onde reunia poetas do Município, entre estes, Diego Wayne, Girotto Brito, Edson Coelho. Chegou a realizar cortejos-itinerantes e a fez sessões no Sítio Nígria, de propriedade de Marivana Silva, e Walcyr Kauê, na Vila Sinhá, em Bragança do Pará. Uma destas sessões-cortejos se tornou documentário que pode ser assistido no Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=qfsOIHf9XLI). O Sarau, entretanto, deixou de ocorrer , presencialmente, em 2017, mas assumiu um novo formato, virtual, em abril de 2019. F...

As agulhas e linhas de minha Mãe e as contas de minhas guias

Toda vez que eu vou meter uma linha numa agulha eu me recordo de minha Mãe, Dona Josefa, e de quanto eu ficava feliz por ela me pedir que a ajudasse quando ia costurar à máquina, em cujo pedal eu também brincava, quando ela não estava a trabalhar.  Talvez seja por isso que tenho uma fixação pela expressão bíblica de que é mais fácil um camelo passar num buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus.  Minha sábia Mãe era uma pessoa cuja humildade era absoluta.  Era também de uma paciência magnífica. E falava baixinho, apenas o necessário. Nestes dias, a fazer minhas guias, a passar com as linhas entre as contas, minha memória vai direto para a infância, e logo sinto a presença de mamãe, enquanto, em silêncio, medito e dialogo com ela. Recordo as roupas que fazia, algumas reaproveitava, de irmãos mais velhos, ou de amigos que faziam doações. Moça prendada do interior, tinha habilidades para trabalhos manuais e não abria mão de plantar hortaliças em peq...

#FEITIÇO (in progress): fazer-pensar magia no cinêma Amazônida

                   P ensar/fazer cinema é fazer/pensar memórias /nomadismos por entre (des )lugares , territórios /fronteiras para os quais são necessárias inúmeras viagens, cujos percursos/trajetos - para além das experiências - traduzem imagens/i-marginários, que nos impregnam e em cujas brumas desaparecemos. Pensar/fazer cinema memorial na Amazônia é, portanto, fazer/pensar cinematografias invisíveis, revisitar experiências de realizadores-ativistas e coletivos audiovisuais cujas histórias/memórias são narradas por vozes que (se) desejam falar e (se) fazer ouvir. É navegar, assim, por rios nunca navegados, até ilhas quase desaparecidas, perdidas em lembranças-pulsantes, à revelia de teorias/estratégias globais que usurpam/apagam tradições, pelo que o protagonista da História se desloca para (a partir do lado de) fora, colocar-se dentro de seu próprio lado, para se fazer comunicar, sob o seu próprio paradigma e de ...

Arara - Encantadeira

No âmbito de diversos processos de experimentações artísticas que desenvolvo desde que comecei a cursar o Doutoramento em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, tenho pesquisado as "Estéticas de Guerrilhas", que são o tema de minha Tese (com foco na cena da resistência audiovisual Amazônida). Mas, ao mesmo tempo, faço incursões paralelas à obra da artista plástica portuense Ana dos Anjos Tinoco, com quem eu tenho dividido o espaço das exposições coletivas que participo com os demais alunos do Doutoramento da FBAUP, ampliando as fronteiras artísticas - em diálogos com as artes de terreiro e a cultura popular, que mediam este encontro entre o meu processo criativo e a obra de Ana Tinoco. Assim sendo, estamos em experimentações artísticas com a trilogia do EXERCITO-Ogum (CONTEMPLAÇÃO / ENCORPORAÇÃO / REENCARNAÇÃO), sendo que no presente momento estamos a vivenciar o segundo momento, cuja culminância dar-se-á na Casa-Museu Abel Salazar, enre Ju...