Não sou cristão embora a minha formação seja cristã. Como bom brasileiro, sincrético, tenho num pé na igreja e outro no terreiro. Tanto vou a um quanto ao outro. E neles medito. Mas também medito fora deles. Nestes momentos de (auto)reflexão, ali, na solidão de minha inquietude, refaço-me. E agradeço ao conhecimento que me tem sido revelado e mais a este que eu tenho conquistado depois de tê-lo buscá-lo. Agradeço às luzes e às trevas. Porque a sabedoria é como Deus, está em todos os lugares, em todas as coisas e pessoas, pelo que não nos cabe recusar as coisas que são, mas questioná-las, e refletir sobre estas, se possível, muda-las, depois que reconhecermos em nós transformação que se tornou necessária para lutarmos pela mudança das coisas. Do outro lado do oceano - há milhas dos tradicionais pratos paraenses, aos quais não como por não comer carne -, escrevo este texto a título de apresentação de um pequeno registro videográfico. Até porque filmar faz parte de minha cultura, ...
Narrativas, poéticas, e estéticas de guerrilhas de um Amazônida Parauara Caeteuara em Portugal