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Mostrando postagens com o rótulo Poesia

Elegia para Nuno Rebocho

Achei estranho quando o Nuno Rebocho apareceu à porta de uma das salas em que eu ministrava aulas na Universidade Jean Piaget, em Cabo Verde (2005). Pedi licença aos alunos do curso de Comunicação, e me dirigi aquela criatura de estatura baixa, corpo redondo, óculos rebaixado, enquanto me olhava com aqueles olhos de poeta que logo me conquistaram. Estava junto do Apolinário das Neves, e disse que desejava me fazer um convite, na altura, escrever ao jornal Liberal Online de Cabo Verde, começando-se a partir de então uma amizade sincera e profunda. Pelas mãos do Nuno Rebocho, eu fui elevado à uma condição humana que apenas os nobres a desfrutam, além das palavras. Além dos diálogos acompanhados de vinho, ele me trouxe a agradável esperança   diaspórica de um homem angustiado com o seu tempo. De alma rebelde e punhos firmes, sua poesia desnudava a condição social humano pela via de uma História real que se transfigurava em seus versos. Suas palavras eram armas e sua ...

A poesia do Sarau da Lua Minguante está de volta

O novo formato do Sarau da Lua Minguante, é virtual, através de leituras poéticas pela página do SARAU no Facebook, todos os meses, em noites de LUA MINGUANTE. Além disso, o SARAU tem espaço mensal na Rádio WEB Idade Mídia, que replica, no mês seguinte, o SARAU do mês anterior, O projeto reuniu dezenas de poetas em Bragança do Pará, entre 2015 e 2017, tendo realizado cortejos poéticos pelas ruas do Município, que fica no Nordeste do Estado, há cerca de 2h30 da capital Belém. Um destes cortejos, inclusive, foi transformado em documentário, que pode ser visualizado neste canal, no Youtube. Sem dúvida, estes noos formatos são uma forma de recordar as nossas sessões presenciais, de Bragança do Pará, onde os poetas se reuiam para ler e ouvir poemas e comungar da poesia que habita os corações humanos. Interessados em participar, podem enviar poemas para carpinteirodepoesia@gmail.com. Além de declamados online, os textos também são publicados na página do Sarau da Lua Minguante. Neste p...

Sarau da Lua Minguante leva poesia para a Idade Mídia

O Sarau da Lua Minguante estreia na Idade Mídia WEB, a partir deste mês de Maio. Com um modo diferente de pensar e fazer rádio na Amazônia, a Idade Mídia vai transmitir o programa uma vez por mês, sempre nas luas minguantes. A estreia acontecerá no dia 26 de Maio, o programa dura uma hora. Produzido e apresentado pelo autodenominado Carpinteiro de Poesia Francisco Weyl, o Sarau é produzido na cidade do Porto, em Portugal. O projeto tem quatro anos, começou em 2015, em Bragança do Pará, onde reunia poetas do Município, entre estes, Diego Wayne, Girotto Brito, Edson Coelho. Chegou a realizar cortejos-itinerantes e a fez sessões no Sítio Nígria, de propriedade de Marivana Silva, e Walcyr Kauê, na Vila Sinhá, em Bragança do Pará. Uma destas sessões-cortejos se tornou documentário que pode ser assistido no Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=qfsOIHf9XLI). O Sarau, entretanto, deixou de ocorrer , presencialmente, em 2017, mas assumiu um novo formato, virtual, em abril de 2019. F...

A volta do Sarau da Lua Minguante

O SARAU DA LUA MINGUANTE retoma suas atividades, a partir do dia 26 de Abril de 2019. O projeto reuniu dezenas de poetas em Bragança do Pará, entre 2015 e 2017, tendo realizado cortejos poéticos pelas ruas do Município, que fica no Nordeste do Estado, há cerca de 2h30 da capital Belém. Um destes cortejos, inclusive, foi transformado em documentário. O novo formato do Sarau da Lua Minguante , será virtual, através de leituras poéticas que farei pela própria página do SARAU no Facebook, todos os meses, em noites de LUA MINGUANTE. Sem dúvida, uma forma de recordar as nossas sessões presenciais, que fazíamos, em Bragança do Pará, onde reuníamos para ler e ouvir poemas e comungar da poesia que habita os nossos corações. Interessados em participar, podem enviar poemas para carpinteirodepoesia@gmail.com. Além de declamados online, os textos também serão publicados na página do Sarau da Lua Minguante .  Evoé!  Porto, 24 de Abril de 2019   Francisco WEYL...

Poeta rainbow lança livro que defende amor homoafetivo

Lembro exatamente o dia em que conheci o poeta Diego Wayne. Foi num Sarau poético, em Bragança do Pará, há cinco anos. Sentei ao seu lado, fiz uma fotografia, juntos, para recordação. Olhar esta imagem, agora, é pensar no seu universo histórico. Ela evoca um significado para a nossa alma de artista. Ao conhecer este jovem, tomei contacto com a sua poesia. E ao ouvi-lo recitar poemas autorais, imaginei-lhe diversas estradas. Seu olhar, sua pele, sua lucidez, seus sonhos, tudo se atravessava em seus versos. Cada linha, lida, com a dimensão de muitas vidas, sentidas. Nas entrelinhas, o seu silêncio, e a sua timidez de ser que sabe ouvir, mais do que falar. Não dissemos muita coisa naquela ocasião. Mas a poesia nos uniu, aos nossos corpos e nossos espíritos. Foi amor platônico, à primeira vista. E uma poética paixão visceral. Falávamos de coisas banais e filosofávamos quando nos encontrávamos. Entre um e outro café, ou abraço, a ideia de publicar um livro brot...

Saudação ao poeta português Sebastião Alba

Dinis Albano Carneiro Gonçalvez fez-se nome para homenagear à mãe, Sebastiana, e ao pai, Albano. Aos 21 anos, sem nenhuma razão especial, começou a escrever poesias, mas não gostava de falar de literatura. A sua obra está para além das materialidades. Diniz não era homem feito só de barro. Havia nele outras natureza. E divindades. Sebastião Alba morreu como indigente, atropelado, em 14 de Outubro de 2000, na cidade de Braga, onde nasceu, em Portugal. Fiz-lhe, então, um filme-saudação, para o homenagear, e também a todos os poetas que matam o corpo para libertar o espírito. A obra se chamava “Filme do Desassossego” e depois ganhou o nome de “Um poeta não se pega”, pinçado à uma das falas do próprio Alba. Entrevistei-o em Braga, e depois de sua morte, visitei sua campa, em Torre Dona Chama. Os encontros que mantivemos durante as rodagens do filme amadureceram um ligeira amizade. Por estes dias de outubro, recordo com carinho aqueles momentos, majestosos.   © Francisco Weyl FOTO ©...