Os fenômenos culturais não sucedem por decreto ou por vontade de indivíduos. Eles resultam de lutas históricas e se processam de forma dialética, dinâmica, no interior das sociedades, no imaginário, nas práxis e nas relações entre nações, grupos e indivíduos. E a História, portanto, não se constrói com narrativas, mas com interpretações, a partir de vivências, ações concretas, reais, também subjetivas, e até mesmo aleatórias, enquanto que o ato de falar em si, ele se faz a partir da experiência, e não pode resultar em conclusão, mas em processos, que disparam, interferem, e referenciam desejos e potências de novas histórias, memórias, tradições. Os amazônidas, sabemos muito bem o quanto é sacrificante afirmar e preservar as nossas tradições, contra discursos e práticas pressupostamente híbridos, mas que, por trás das máscaras desta contemporaneidade, utilizam-se das publicidades e dos apoios empresariais e governamentais para piratear e institucionalizar – silenciar – as prod...
Narrativas, poéticas, e estéticas de guerrilhas de um Amazônida Parauara Caeteuara em Portugal