Crítica de Bernardo Pinto de Almeida às Autoindagações (imagéticas) de natureza lógico-metafísicas de um artista-criador em devir artista-pesquisador
Francisco Weyl escreveu um texto que tem uma dimensão poética acentuada, uma escrita de forma autónoma, com uma forma de construção e de comunicação situada entre a linhagem poética e a linhagem teórica, evidenciando que estas são da mesma fonte. Ainda que talvez uma nasça mais no inverno, e a outra no verão, mas que jorram da mesma fonte. O que não quer dizer que a historia e a ciência não possam beber dessa mesma fonte. A poesia e a teoria são formas contiguas desde o princípio, desde os pré-socráticos, quando percebemos imediatamente nos respectivos fragmentos que a forma deles é poética, e que mesmo que seja pré-filosófica, é teórica. Ou seja, que já procura ascender ao plano da reflexão, em caráter universal, como desejo de estabelecer uma comunicação muito fina com o leitor. E no, entanto, não tem ainda aquela forma filosófica que terá mais tarde, com Platão, e Aristóteles. E isso não quer dizer que o texto do Francisco Weyl não seja filosófico. Quer dizer é que...