O Mestre de Cinema da Escola do Porto é ao mesmo tempo um poeta e um filósofo com um tipo de humanidade que lhe transcende a alma. Se eu fosse escrever tudo oque deve ser escrito sobre o Sério Fernandes eu precisaria de diversas encarnação apenas para me dedicar a esta função, sem, entretanto, viver a minha própria vida. Lembro do primeiro dia que o vi, em 1998, no Ateneu do Porto, quando na altura o Cineclube do Porto realizou uma Mostra do Cinema Africano dedicado a Glauber Rocha, evento que me conectou com os amigos mais sagrados que eu tenho em Portugal. O Sério não era uma pessoa, mas um símbolo. E este símbolo se traduziu num ser humano, um amigo, que foi até o Brasil me ajudar a fundar o Cineclube Amazonas Douro, em 2003, e, depois, em Cabo Verde, em 2006, quando eu ali habitava. Estes movimentos consolidaram a nossa relação. Eu o escrevi algumas vezes e inspirei-me em seus ensinamentos para escrever meus textos sobre as Teorias dos Magníficos Quadros Artístic...
Narrativas, poéticas, e estéticas de guerrilhas de um Amazônida Parauara Caeteuara em Portugal