Manos, estou feliz, minha vontade de vencer é bem maior que minha insegurança, e assim eu tenho dosado a vida, sem desespero e sem descuido. Neste primeiro mês, eu penso que tenho conseguido fazer o que havia me proposto, que é retomar os contatos, efetuar novos, procurar emprego, bolsas de estudos, moradia, e resolver questões de natureza burocrática. Meus planos eram de estar à casa de meu amigo Luís pelo menos um mês e no máximo até o final do ano, paralelamente, a procura de espaços, no Porto. Aqui é tranquilo, uso um pequeno quarto, que na verdade pertence a filha de meu amigo, que o ocupa quando vem cá ter, embora eles estejam nestes tempos distantes por razões familiares. Se ficar aqui mais tempo, ocuparei um quarto numa casa aqui ao lado, que pertence a uma prima de meu amigo, mas que há muitos anos não habita esta casa, que, aliás, vai à leilão. É uma casa antiga, e fria, que tem de ser melhor arranjada, como se diz por cá, mas será minha opção se eu não for ao Por...
Narrativas, poéticas, e estéticas de guerrilhas de um Amazônida Parauara Caeteuara em Portugal